Segunda-feira, 13 de Dezembro de 2004
Olhares 13
Os fósseis são testemunhos do passado da terra. De entre os fósseis existe um tipo a que damos o nome de fósseis de ambiente. Com eles podemos reconstituir o ambiente paleogeoclimático.
Existem pessoas assim, bons indicadores de condições de tempos idos, bons fósseis de ambiente.
publicado por maria anjos castanheira calado às 14:41
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18 comentários:
De Anónimo a 19 de Dezembro de 2004 às 17:17
Estou muito "verde" em matéria de blogs. Convir-me-ia uma aptidão bem desenvolvida sobre como digitar a partir de outros pontos além do próprio blog; como inserir hipertextos, colocar imagens, etc. // O "AutoFill" é proporcionado pelo Google: o nosso nick e endereço, ficam guardados num registo próprio, definitivo, o ícone do "AutoFill" aparece na barra do Google, e basta depois clicá-lo e os espaços do "Name" e "Email Address" (que surgem amarelos) nestes comentários são automaticamente preenchidos // Uma coisa singela que gostava de saber era: como obrigar esta "prancha" de comentários a fazer parágrafo, mudando de linha!vbm
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(mailto:vascobizarro@yahoo.com)
De Anónimo a 19 de Dezembro de 2004 às 09:43
O que andas a experimentar?stela
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(mailto:...@sapo.pt)
De Anónimo a 18 de Dezembro de 2004 às 14:51
Ah! Já está. :). "Name and address" com um só click do Google! :)vbm
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(mailto:vascobizarro@yahoo.com)
De Anónimo a 18 de Dezembro de 2004 às 14:47
Só experimentiando um "auto-fil" do nome e do endereço.vbm
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(mailto:vascobizarro@yahoo.com)
De Anónimo a 17 de Dezembro de 2004 às 15:39
«Precisamos dos originais» e... de saber traduzi-los de uma linguagem para outra, porque, como diz Quine, «as questões ontológicas e as hipóteses científicas são uma questão de escolha entre formas de linguagem; e, no embate contínuo da experiência com a herança científica, as considerações que nos guiam são, quando racionais, pragmáticas.» // Sempre, reescreveremos tudo quanto já está escrito e inscrito na imanência do devir do mundo, de que somos uma expressão, entre outras co-possíveis.vbm
</a>
(mailto:vascobizarro@yahoo.com)
De Anónimo a 17 de Dezembro de 2004 às 12:14
"Forunizemos" :)
Mas não. Sem o suporte escrito as coisas seriam diferentes.Existe a tentação da imaginação e o que se contasse passados 1000 anos seria diferente do original. E precisamos dos originais. Quantas ideias se perderiam...
Por exemplo a genética. Mendel foi ignorado pelos contemporâneos e foi recuperado após os estudos do núcleo e da transmissão de caracteres.....stela
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(mailto:...@sapo.pt)
De Anónimo a 17 de Dezembro de 2004 às 05:21
belo texto, pela inteligência, vbm. Afinal, o mundo sempre foi um só, a maneira como fazemos história e a recordamos é que vai singularizando as épocas e os actores, nesse percurso que julgamos ser o do homo sapiens (legítimo proprietário da náusea dos territórios e guardião das fronteiras). Tudo o que acrescentamos à natureza é virtual, na ideia, e material nas consequências. Apesar de tudo o tempo existe e nós existimos no tempo numa linha biológica de definhamento (mas a primeira prova da nossa existência, dizem, é ocupar um espaço. Também essa ocupação, um dia, revela o testemunho do nosso último exílio para a morte, quando nos fixam o expirar do tempo biográfico). Lá chegaremos, como dizia Fernando Pessoa, que «morrer é deixar de ser visto», mas esta circunstância está dependente de uma sociedade de inter-comhecimento onde «todos se conhecem» (cito Henry Mendras) e todos se vigiam e sufocam mutuamente. A escrita permite o diferimento e mesmo a amizade em tempos em que não vemos o 'outro'. Permite também a denúncia e a compressão do mundo à dimensão evenemencial da notícia, mas porventura aí sentimo-nos impotentes para agir. Contudo, «vemos, ouvimos e lemos. não podemos ignorar», um poeta cantava. A questão é (sempre foi): «o que fazer?».demur
</a>
(mailto:demur@aeiou.pt)
De Anónimo a 16 de Dezembro de 2004 às 12:21
A bibliotecl@ hoje está fechada. Não posso «forunizar» :). Tenho de «blogar». LOLvbm
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(mailto:vascobizarro@yahoo.com)
De Anónimo a 16 de Dezembro de 2004 às 12:19
A cronofagia no "alredor" do pensar... e comunicar :) Sem dúvida, Demur. E claro, também há o tempo, o relógio, biológico com a reiteração dos processos sempre iguais, ou quase iguais. No fundo, pensar é uma fulgurância tão rápida e iluminada que quase parece fora do tempo e do espaço. E, no fundo, não é situável no tempo e no espaço. É rigorosament imaterial, abstracta, evola-se do condicionamento dos sentidos. // Nessa Idade Média, na Baixa Idade Média, a comunicação entre os escolásticos das diferentes universidades da Europa, era uma verdadeira «internet» nesse tempo. Com que emoção não se liam os comentários, os 'pés de página' dos textos dos grandes pensadores! Em que reino situar as ideias e os raciocínios, a matemática e os princípios da física e os da metafísica em que são avaliados e sopesados? // Sim, temos a preocupação de registar e guardar todo esse pensamento, em bibliotecas, em símbolos binários, na linguagem, pela educação viva entre as gerações, mas tão frágil são todos estes dispositivos. E receamos tudo perder, por cataclismos naturais, militares ou políticos... // Mas supõe, por hipótese, que nunca tais conhecimentos se tinham criado e desenvolvido. Pergunto: não continuava tudo isso a ser inferível e legível dos próprios eventos e regularidades do mundo, por quem quer fosse capaz de os inteligir e relacionar? // Se hoje tivéssemos Tales de Mileto connosco, não iríamos juntos ser capazes de aprender a geometria não-euclidiana? Por abstracta que seja a lógica do mundo, porventura em nenhum outro lugar se guarda o saber senão na própria imanência dos eventos do mundo. // Pelo que, só pensamos se nos sintonizamos com o vagar (ou a rapidez) do mundo ele próprio.vbm
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(mailto:vascobizarro@yahoo.com)
De Anónimo a 16 de Dezembro de 2004 às 06:38
nenhum modo de comunicar é irreal, de facto, e quando se diaboliza a internet há uma grande preguiça de se pensar em outros meios de comunicação e de consulta que também 'roubam tempo' ou que descontextualizam dos contrangimentos do lugar a beleza da amizade, a liberdade da palavra sobre os tempos e o rumor da notícia: falo dos livros, dos jornais e revistas em papel, das bibliotecas e dos quiosques, das esplanadas, do telefone, dos telemóveis e das televisões, dos recintos onde aprendemos a nossa relação com os outro e o mundo. Curioso ninguém discutir o 'tempo que se perde' a escrever cartas para os amigos (também as cartas são 'virtuais' como a palavra, aproximando distâncias geográficas), mas isto deve-se a que já ninguém escreve cartas para os amigos (o tempo que se 'perde' a escrever uma carta! Ou a ler um livro! ou no trânsito e nas deslocações casa-emprego! Ou a ver um jogo de futebol!). A internet é apenas um meio, não um fim em si mesmo, e há cronofagia (um tempo que se devora a si mesmo, inutilmente) suficiente nos ambientes de trabalho, no trabalho 'para casa' e na transferência de actividades e preocupações profissionais para além dos espaços institucionais da profissão, há cronofagia suficiente num jogo de futebol (mas que audiências de portugueses arrasta, portugueses reais, concretos!!!), como podemos escolher (entre ver um jogo de futebol ou assistir passivamente a um programa de televisão) escrever uma mensagem por mail como quem recupera o tempo da escrita e da reflexão. E se ler jornais custa tempo, para quê ler jornais? Livros? Escrever? Ler? Ora, a escrita é precisamente aquilo que nos faz diferir no tempo um pensamento e uma relação. Já o sabem os historiadores, que assinalam na escrita a divisão entre duas profundezas de tempo histórico. E a possibilidade de comunicar, mesmo à distância (vencendo geografias), é aquilo que nos distingue do feudalismo.demur
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(mailto:demur@aeiou.pt)

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