Sexta-feira, 24 de Dezembro de 2004
Noite Feliz
Era uma vez uma árvore e um pássaro de fogo que viviam num deserto.
Um dia soprou um vento forte e o pássaro perdeu a distinção do fogo, tudo o que o tornava único no mundo parecia irremediavelmente corrompido por esse vento forte.
A árvore solitária, uma simples árvore comum cujo único mistério era existir por entre dunas e paisagens áridas de areia, pensou que ela e o pássaro - que tinha perdido o fogo - podiam ser, finalmente, amigos. É que, para uma árvore tão agreste e solitária, não dava muito jeito ter um amigo que fosse um pássaro flamejante de fogo. A árvore seria incendiada se o pássaro pousasse nos seus ramos ressequidos.
Além disso, um pássaro que tinha perdido a sua magnificência estava mais perto da sua tristeza de árvore solitária do deserto. É que, pensava a árvore com os seus ramos secos, é preciso uma boa dose de tristeza para a amizade ser autêntica, pois se todos os seres vivessem felizes e absolutamente satisfeitos consigo próprios não teriam disponibilidade para olhar além do seu reflexo doirado.
O pássaro que tinha perdido o fogo aproximou-se a árvore e pousou-lhe suavemente nos ramos. Tão triste se encontrava que se aconchegou junto do tronco e abraçando a árvore adormeceu. E sonhou. Sonhou com uma árvore frondosa, cheia de verde vida, cheia de esperança, tão forte que o seu fogo não podia chamuscá-la. Embalado pela leve brisa que soprava agora, o pássaro sonhou.
publicado por maria anjos castanheira calado às 10:03
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