Quarta-feira, 1 de Março de 2006
O som da clareira 28

A escuridão dos passos suspende a luz.
Avança-se sem rumo, sempre sem rumo .
No percurso o olhar ausenta-se.
Instala-se  o desnorte.


Depois vêm os momentos de silêncio.
Escutam-se as notas que ecoam na memória.
Miseráveis e esperançosos repousamos.


Dedilham-se metáforas
Incendeiam-se os fragmentos
Fazemos romper  raízes.

publicado por maria anjos castanheira calado às 17:47
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6 comentários:
De Anónimo a 3 de Março de 2006 às 13:08
Bem vindo Sonhador! :)stela
</a>
(mailto:...@sapo.pt)
De Anónimo a 3 de Março de 2006 às 12:57
Não há mal algum na co-dependência dos relacionamentos, intrinsecamente baseados em outros pulsares afectivos e na descoberta do outro. A expressão 'dependência' está, contudo, viciada de forma semântica, mas desde que nascemos (e ainda antes) somos co-dependentes, pois não podemos deixar de nos socializar (mesmo as maneiras como a religião ou o transcendente é experimentado, até sob diversas formas de clausura que, quanto a mim, são a negação do elo religioso de 'religar', tem muito de socialmente aprendido e sufragado pelos hábitos. Ser só é, assim, um hábito como pregar moralidades). Somos por natureza seres produtores de cultura e de procura de laços de amizade e de cooperação: não há co-dependência mais bela ou mais humanamente esplêndida.demur
</a>
(mailto:demur@aeiou.pt)
De Anónimo a 3 de Março de 2006 às 09:06
Não existe vazio maior do que sentir-se isolado. Podemos nos sentir apartados das pessoas, ainda que misturados a um bando de consumidores ou a uma barafunda de operários matutinos. Podemos nos sentir sozinhos em uma casa cheia de gente querida ou entre amigos numa festa.
O isolamento é sentimento que às vezes advém de uma maledicência, de uma rejeição ou seja lá por qualquer motivo. Com freqüência nos pega quando estamos fracos, juntando-se à nossa má disposição, levando-nos a nos sentir distantes e diferentes da raça humana. Tentamos resolver o vazio preenchendo-o com relacionamentos co-dependentes.
O enfrentamento da solidão ajuda a alcançar quietude e a estabelecer elos espirituais. Acolhamos nossa solidão, preenchendo este espaço solitário com meditação e reflexão, não com mais pessoas ou coisas. Criemos esse santuário interior de paz, harmonia e contentamento, onde e quando deparamos com a quietude. Acolhendo nossa solidão, já não ansiamos por ninguém. É na solidão que encontramos paz e serenidade.
O enfrentamento da solidão ajuda a alcançar quietude e a estabelecer elos espirituais.


Sonhador Joao
(http://Sonahdor Joao)
(mailto:joaocarloslamygil@msn.com)
De Anónimo a 2 de Março de 2006 às 21:22
entre outras coisas!stela
</a>
(mailto:...@sapo.pt)
De Anónimo a 2 de Março de 2006 às 13:44
digo lêem-se!demur
</a>
(mailto:demur@aeiou.pt)
De Anónimo a 2 de Março de 2006 às 13:43
«leiem-se poemas». :)demur
</a>
(mailto:demur@aeiou.pt)

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