Sexta-feira, 17 de Março de 2006
O som da clareira 36

Caminante, son tus huellas
el camino, y nada más;
caminante, no hay camino,
se hace camino al andar.
Al andar se hace camino,
y al volver la vista atrás
se ve la senda que nunca
se ha de volver a pisar.
Caminante, no hay camino,
sino estelas en la mar.

---------------

Caminhante, são teus rastos
o caminho, e nada mais;
caminhante, não há caminho,
faz-se caminho ao andar.
Ao andar faz-se o caminho,
e ao olhar-se para trás
vê-se a senda que jamais
se há-de voltar a pisar.
Caminhante, não há caminho,
somente sulcos no mar.


(António Machado)


Eu sei que é muito conhecido mas é um dos meus preferidos.


Hoje partilho-o.

publicado por maria anjos castanheira calado às 21:00
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Quinta-feira, 16 de Março de 2006
...

luz.jpg


Luz e transparência

publicado por maria anjos castanheira calado às 20:20
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O som da clareira 35

Vem, serenidade,

e absolve os vencidos,

regulariza o trânsito cardíaco dos sonhos

e dá-lhes nomes novos,

novos ventos, novos portos, novos pulsos.

[...]
Vem, serenidade,

e faz que não fiquemos doentes, só de ver

que a beleza não nasce dia a dia na terra.




E reúne os pedaços dos espelhos partidos,

e não cedas demais ao vislumbre de vermos

a nossa idade exata

outra vez paralela ao percurso dos pássaros.



E dá asas ao peso

da melancolia,

e põe ordem no caos e carne nos espectros,

e ensina aos suicidas a volúpia do baile,

e enfeitiça os dois corpos quando eles se apertarem,

e não apagues nunca o fogo que os consome.

o impulso que os coloca, nus e iluminados,

no topo das montanhas, no extremo dos mastros

na chaminé do sangue.



Serenidade, assiste

à multiplicação original do Mundo:

Um manto terníssimo de espuma,

um ninho de corais, de limos, de cabelos,

um universo de algas despidas e retráteis,

um polvo de ternura deliciosa e fresca.



Vem, e compartilha

das mais simples paixões,

do jogo que jogamos sem parceiro,

dos humilhantes nós que a garganta irradia,

da suspeita violenta, do inesperado abrigo.

[...]


Raúl de Carvalho (fragmento)

publicado por maria anjos castanheira calado às 10:43
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Quarta-feira, 15 de Março de 2006
O som da clareira 34

O que resta para dizer em dias felizes? A felicidade preenche todos os poros, entretém-se na entrelinhas, codifica sorrisos e caricias. Onde as tragédias e as comédias? Onde os grandes rasgos de génio? Resta-nos um sorriso estampado na face e o corpo aberto ao sol.

publicado por maria anjos castanheira calado às 20:35
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Terça-feira, 14 de Março de 2006
O som da clareira 33

"Um pulmão de sangue"- por mais voltas que dê a esta frase não lhe descubro o sentido: nem directo nem figurativo. Não se respira sangue, não se pode respirar sangue. O sangue transporta gases que "alimentam" as células. O ar é adquirido pelos pulmões. Mas que coisa é essa de ter um pulmão de sangue? Ah! Claro que há sangue nos pulmões, claro que os pulmões são irrigados. Claro que há uma imbricação forte entre ar e sangue. Mas que coisa é essa de "pulmão de sangue"?- rodo, rodo e desando.

publicado por maria anjos castanheira calado às 19:48
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